terça-feira, 26 de agosto de 2014

Uma pequena reflexão
A vida é mesmo madrasta
Passamos uma vida inteira a estudar, trabalhar, cuidar dos outros, e quando damos por isso, estamos no ocaso da vida, onde já só apanhamos uma réstia de Sol que mal nos aquece.
De vez em quando, como quando nos sai o cromo premiado, temos uma alegria, uns dias de Sol radioso, de felicidade. Mas, logo de seguida, essa luz é ofuscada pelas sombras que, temporariamente, foram dissolvidas.
Será que vale a pena passar uma vida inteira nesta confusão?
Não!
E então, que fazer?
Há uma altura na vida em que temos que tomar decisões que, por mais que queiramos evitar, terão implicações com outras pessoas. Temos que decidir entre continuar a hibernar, ou viver uma vida com que sonhamos durante toda a nossa existência, e se nos depara agora a oportunidade de a viver
É a hora de decidir!
Estou disposto a lutar, a assumir que quero cumprir um sonho, ainda que tardio, um sonho que sempre esteve presente, embora adormecido.
E vou lutar!
Sim, vou!


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Dias de felicidade

O Sol queimava a pele.
Mas não era ele que nos incendiava, mas sim a proximidade de nossos corpos.
Tínhamos descoberto que afinal o que pensávamos que sentíamos era real, mas não era.
Afinal, o que sentíamos um pelo outro era muito mais.
Era algo que nunca eu poderia imaginar, e que me surpreendeu a mim próprio.
Era um sentimento avassalador, que nos drogava e nos fazia sentir, a cada gesto, em cada contacto de nossa pela, um fogo, uma paixão, um sublime amor que ambos procurávamos e que descobrimos um no outro.
Sentimos isso desde a primeira troca de olhares no aeroporto, quando eu olhei a multidão e te vi, timidamente escondida, escudada por quem te acompanhava.
Se os olhos são o espelho da alma, em nós foram o espelho de um amor eterno que nada poderá destruir.
 Senti-me tremer. De ânsia de te abraçar, emocionado pelo real conhecimento e pelo concretizar do sonho de sentir tua pele, teu cheiro, teu sabor.
E foi bom. Não, não foi, foi maravilhoso, foram sensações desconhecidas que me subiam do coração à consciência de finalmente te sentir.
Nosso primeiro beijo foi um despertar de sentidos adormecidos, recalcados tantas vezes, tantas noites passadas com um ecrã de permeio.
Depressa sentiste e retribuíste a batalha de nossos lábios e de nossas línguas, transmitindo o que as mãos iam descobrindo à medida que nos tocávamos.
Quando entramos no quarto do hotel, a timidez sobrepôs-se por momentos.
Mas logo os olhos, que não as bocas ocupadas em novos beijos, falaram mais alto e nos desnudamos na ânsia de nos realizarmos.
Maravilhoso corpo o teu, redescoberto em cada poro, em cada gemido prolongado pelas horas adentro.
Maravilhosa mulher!
Massajando com o sabonete, descobria de cada vez como se fosse a primeira, a voluptuosidade de sonhos até então intangíveis.
E o mar, esse maravilhoso mar!

E a Natureza, tantas vezes em estado virgem, que juntos descobrimos em passeios que nos levavam a paraísos, para nós intocados, onde o nosso amor explodia ao sabor das ondas mansas que nos banhavam os corpos.
Contigo tudo foi maravilhoso, belo, porque estávamos juntos.
Contigo vivi os mais belos dias da minha existência.
Contigo senti o mais forte, o mais imenso dos amores, o Zénite da felicidade.
Em ti, eu descobri o amor, reflectido nos teus olhos brilhantes, sentindo-me amado como nunca.
Em ti eu vi a mais maravilhosa das mulheres, e senti-me, como me sinto, o mais afortunado dos homens por ser o objecto desse amor.
Contigo conheci o que nunca pensei existir.
Contigo continuarei a descobrir o paraíso da existência, assim o tempo e a distância nos permitam.
Vivo, vivemos, da saudade dos dias passados, e da certeza que serão repetidos.
As lágrimas que vertemos, que tentamos esconder, não são de dor ou de mágoa, mas sim de saudade por horas, dias que ambos desejamos ardentemente se repitam, incessantemente, até à eternidade.
E iremos, sim, vive-las de novo, meu amor.
Prometo!



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O DIA MAIS LONGO

Aproxima-se o dia mais longo da minha vida.
Um dia que terá 28 horas!
Começará quando sair de casa, cerca das 00 horas do dia 7, e vai terminar 28 horas depois em Maceió, onde chegarei pelas 23:50, hora prevista.
Então porquê 28 horas?
É fácil. Porque quando chegar a Salvador, onde farei a mudança de avião, terei que acertar o relógio para a hora local, atrasando-o 4 horas.
Mas isso não será o mais importante desse dia, isto é apenas uma introdução.
Chegado a Maceió, cerca de 28 horas depois de sair daqui, mas ainda no dia 7, irei encontrar-me com alguém que me tem acompanhado nestes últimos meses, quase 24 horas do dia.
A mulher que eu amo, Aparecida Sandes.
Vamos finalmente nos tocar, sentir o toque dos dedos na pele um do outro, sentir nosso cheiro, nosso calor.
E vamos ser felizes.
Vamos passar alguns dias juntos, tornando assim realidade um sonho há muito idealizado.
Vamos nos conhecer, ter a certeza que vale a pena continuar a lutar por nosso amor, por uma vida em comum, lutar contra os obstáculos que nos vão sendo colocados no caminho. Temos conseguido, com maior ou menor esforço, vencer os que nos têm aparecido. Iremos nos colocar numa posição em que ficaremos mais fortes, porque mais unidos, e assim mais capazes de ultrapassar os derradeiros.
O que de facto irá acontecer é uma incógnita. Nada há planeado, nada programado.
Iremos viver estes dias ao sabor do vento, vogando no mar do nosso amor, vivendo a cada passo os sentimentos do outro.
Sei que iremos ser felizes, e que, depois destes dias, não haverá ponto de retorno, antes um salto enorme na direcção do nosso futuro.
Sei que a amo, muito, e que sou amado da mesma maneira. Tenho a certeza disso!
Move-me a vontade de ser feliz, e de fazer feliz essa maravilhosa mulher. Ambos merecemos isso, ambos somos livres, ambos temos os mesmos objectivos.
Até já, meu amor
Até já Maria Aparecida