A BOLA
Imagina a bola
no meio do campo, à espera
que lhe peguem, a acariciem, a tratem bem.
Subitamente um toque, outro e outros,
a inicio, suaves, carinhosos, como que afagos.
Mais fortes, mais intensos à medida que o tempo passa.
De repente, um com enorme força e violência...
Mas umas mãos a seguram, a apertam contra o peito, como se fosse um tesouro.
Quando a bola pensa que está segura,,
eis que é de novo pontapeada, com força, violência, quase que com repulsa.
E o ciclo recomeça e se repete, vezes e vezes sem conta.
Chuto para aqui, para ali, para acolá, sempre rejeitada e pontapeada.
Até que, por obra do acaso ou talvez não,
uma pancada num poste de ferro, que a desvia para umas malhas em nylon
que servem de amortecimento à sua queda.
A festa que irrompe, qual vulcão adormecido
E a pobre bola, que todos pensam insensível forte e imune,
entende que satisfez a multidão
Qual cristão devorado pelos leões na antiga Roma,
assim a multidão aplaude extasiada o seu encontro com as redes.
E descansa por uns momentos,
iludida que finalmente satisfez os desígnios de quem a maltratou
Puro engano.Tudo se repete.
Os pontapés violentos, o forçar de tomar direcções que ela não deseja.
É assim a vida de uma bola.
Imagina a bola
no meio do campo, à espera
que lhe peguem, a acariciem, a tratem bem.
Subitamente um toque, outro e outros,
a inicio, suaves, carinhosos, como que afagos.
Mais fortes, mais intensos à medida que o tempo passa.
De repente, um com enorme força e violência...
Mas umas mãos a seguram, a apertam contra o peito, como se fosse um tesouro.
Quando a bola pensa que está segura,,
eis que é de novo pontapeada, com força, violência, quase que com repulsa.
E o ciclo recomeça e se repete, vezes e vezes sem conta.
Chuto para aqui, para ali, para acolá, sempre rejeitada e pontapeada.
Até que, por obra do acaso ou talvez não,
uma pancada num poste de ferro, que a desvia para umas malhas em nylon
que servem de amortecimento à sua queda.
A festa que irrompe, qual vulcão adormecido
E a pobre bola, que todos pensam insensível forte e imune,
entende que satisfez a multidão
Qual cristão devorado pelos leões na antiga Roma,
assim a multidão aplaude extasiada o seu encontro com as redes.
E descansa por uns momentos,
iludida que finalmente satisfez os desígnios de quem a maltratou
Puro engano.Tudo se repete.
Os pontapés violentos, o forçar de tomar direcções que ela não deseja.
É assim a vida de uma bola.
Só da bola?
José Lameirinhas
25/12/2016
25/12/2016