sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sonho II

(continuação da anterior publicação?

A noite lá fora nos espera
Caminhamos lado a lado
Corações cheios de amor
Braços entrelaçados

Entramos no carro, sorrimos
Não é preciso falar
Eu sei onde me levas
Onde nos possamos amar.

Um beijo um quente beijo
O desejo, o amor, a paixão
Mãos que buscam os corpos.
Isto não é ilusão.

Seguimos nosso caminho
Sabemos para onde ir
Registo, nome, documentos
Finalmente vamos subir.

O chuveiro me chama
Para um duche retemperador
Não deixamos de nos olhar.
Queres-me despir, meu amor?

Lentamente com prazer
Um ao outro nos despimos
E, de mão dada, tremendo
Para o chuveiro seguimos


Abre-se a água…
Caricia morna em corpos quentes
Avivam-se as sensações
Dos nossos corpos ardentes.

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Saímos de lá abraçados,
Não podemos nos separar
Encostei-te na cama macia
E foi amar, amar, amar

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Dias maravilhosos passamos
Esquecidos do mundo
Cultivamos e como cresceu
Nosso amor tão profundo

Descobri-te e confirmei
Tudo que em ti havia
Maravilhosa mulher que tu és
Não foi surpresa, já sabia.

Conheceste-me confirmaste
Tudo que eu te prometi
A minha sorte mudou contigo
Tudo ganhei, nada perdi.

Passaram as horas, os dias
Mas eis que chega a hora.
Tenho que regressar,
Tenho que ir embora.


Despedida dolorosa
Que cruel sofrimento
 Promessa fica feita:
será por pouco tempo

Voltarei para fazer de ti
A minha esposa amada
será em breve, prometo
podes ficar sossegada

Um último beijo, um último abraço
Não é adeus, é até já
Prometo-te meu amor
Que muito em breve será.





quinta-feira, 10 de julho de 2014

SONHO

A voz do Comandante
Despertou-me da letargia
Em que caí, pelo cansaço
Desse longo dia.

Chegamos a Maceió,
Senhores passageiros.
E eu disse para mim
Sim, chegamos inteiros.

Mais um solavanco,
Bater no firme chão.
Finalmente, chegou a hora,
Disse-me meu coração

A pressa de sair,
O espaço apertado
A pressa de te ter
Comigo, a meu lado

Sigo em passo ligeiro,
Nada em volta me interessa.
Venha minha mala.
Venha, tenho pressa

Chego á porta, hesito
Olhar sobre a multidão
Procuro-te. Encontro-te.
Oh, como bate o coração!


Começo a caminhar
Meus olhos postos em ti
Tu sentes, levantas a cabeça
Teu belo rosto sorri

Vens na minha direção.
No rosto um sorriso aberto
De quem tem a certeza
De ver o homem certo

Estendo os braços para ti
A mala no chão, esquecida
Finalmente te encontro
Minha paixão, minha vida

Mãos que se encontram
Olhares que se fitam
Corpos que tremem
Corações que gritam

Rostos que se acariciam
Bocas que se tocam
Lábios que se juntam
Línguas que se roçam

Corpos que se unem
Num apertado abraço
Tudo fica sem sentido
Gente, tempo e espaço


Apenas tu e eu
Perdidos no nosso mundo
Sentindo e dando a sentir
Este amor tão profundo.

Um minuto, hora ou dia?
Não sei não quero saber
Só sei desta minha ânsia
Da urgência de te ter.

Finalmente nos separamos
Corpos e desejos incendiados
Um novo e cúmplice sorriso
Saímos dali abraçados

Nosso rumo, nós sabemos
E não é simples ilusão
Vamos viver finalmente
A nossa enorme paixão.

Maria Aparecida





segunda-feira, 7 de julho de 2014

Um sonho

O brilhante disco do Sol descia no horizonte. Já se misturavam os seus raios amarelos com o azul do mar, formando uma nevoa vermelha, oh, mistério da natureza.
Lá, tão longe.
Deitei-me na areia, sentindo-a a moldar-se a meu corpo. Fechei os olhos, ofuscados pelo brilho do astro-rei, tentando não me deixar embalar por aquela luz. Queria a minha escuridão.
Mesmo assim a sua luz teimava em romper as pálpebras.
Um suave ranger de areia… algo interrompe o fluxo da luz em meus olhos, uma sombra… uma nuvem, pensei.
Mas as nuvens passam silenciosas, não calcam a areia.
Não quero saber, pensei. Que passe e me deixe aqui, à espera de quem não vem.
Não passou, ficou.
Abro lentamente os olhos, preparando-me para pedir que se afaste.
O sol impede-me de ver claramente quem assim me incomoda.
Lentamente, uma forma humana se revela à minha visão.
Distingo-a pela cabeça, moldada por uma abundante cabeleira, de cabelos lisos que escorrem da cabeça e se lançam à procura das costas.
Uma sereia! Pensei, mas logo desfiz a ideia, pois abaixo dos cabelos, seguindo o contorno de um corpo cheio, bem definido, descobri a forma de duas pernas. Sereias não têm pernas! Saíam de uma túnica que esvoaçava ao vento, e que deixava adivinhar os seus contornos bem delineados, bem-feitas, deliciosamente torneadas como que trabalhadas por um experiente escultor.
Os pés, meio enterrados na areia, eram finos, proporcionais ao belo corpo que sustentavam, tendões bem delineados, de dedos delicados e bem cuidados.
Eu conheço-te! És tu! Exclamei estupefacto pela repentina aparição.
Então, já mais habituado à luz solar, vi finalmente teu rosto!
Esse rosto que me habituei a amar, lindo, com teus traços que me encantam.
Teus olhos, que eu sei castanhos, emitiam um brilho de felicidade que pedia meças ao brilho do Sol.
Na tua boca, esse sorriso que tu sabes que me deixa extasiado, onde brilham dentes alvos como marfim.
Teu pescoço, teus ombros, teus seios, tudo se me revelava finalmente, dando-me a certeza que eras tu que ali estavas.
És tu! Exclamei de novo.
Não falaste, pois os sonhos não falam.
Estendeste-me a tua delicada mão, que eu apertei, e ergueste-me da cama de areia em que eu estava prostrado.
Sem deixares de me olhar, recuaste, entrando no mar.
Segui-te!
Sim, segui-te, pois eu te sigo e seguirei toda a vida, confiando-a em tuas mãos! 
Entramos, e caminhamos sobre as águas, qual milagre repetido, e de repente levantamos voo em direção ao Céu.
Onde me levas? Perguntei-te, sorrindo.
Apontaste-me lá ao longe, o nosso destino.
Sim, disse-te, Sim!
Sei que contigo e só contigo estarei no Paraíso.

E fomos, levados pelo vento e pelos nossos sonhos, ficar num paraíso por ti criado, onde vivemos felizes toda a eternidade.

Para ti, Maria Aparecida Sandes

Cidamor



domingo, 6 de julho de 2014

SE TU SOUBESSES

Se tu soubesses
Quanto eu choro por ti
Talvez me tivesses
Junto de ti

Se tu soubesses
Como eu te amo
Talvez viesses
quando te chamo

Sem ti nada sou
Apenas um grão de areia
Numa praia, perdido
Na maré cheia

Sem ti me sinto só,
Perdido no mundo
Como um navio afundado
No mar profundo

Sem ti minha vida
Não faz nenhum sentido
Vagueio pelo mundo,
Sinto-me perdido

Procuro minha luz,
Perdido na escuridão
Sigo apenas
As batidas do meu coração

Sei que me levam até ti
Ao encontro do meu amor
Guiado pela tua imagem
Guiado pelo teu calor

Tu és a estrela
Que me orienta na vida
Minha luz desapareceu,
Sem ti está perdida

Quando tu me faltas
É como nem respirar
Sinto-me sem vida,
Sinto-me sufocar

Este amor que me consome,
Meu peito queima, rebenta.
Porque cada instante que passa
Ele aumenta.

Não tem por onde sair.
Sai pelos olhos em lágrimas
Sai em palavras simples
Que vão formando estas páginas.

Palavras simples de quem
Nunca sentiu nada assim
Um amor correspondido
Tão longe, mas tão junto de mim


Meu sol, minha luz
Minha estrela Polar
Já és minha Noiva
Mas quero contigo casar


Amo-te Maria Aparecida, minha Cidamor.