Cabeçadas
Quem nunca
deu cabeçadas na vida?
Quem nunca
bateu com a cabeça contra um muro, um poste, ou, pior ainda, contra a cabeça de
outra pessoa?
E dói, oh se
dói.
Então, se a
outra pessoa for alguém a quem se ama, mas se ama mesmo verdadeiramente, não
aquele amor que nos sai da boca, mas sim aquele que nos sai do coração, da
alma, do peito, quando este quer estourar pela força do sentimento que lá
existe, então sim, aí dói, mas dói de uma forma horrorosa, que nos atira para a
valeta, para o pântano, para o Inferno.
Pois felizes
dos que nunca deram cabeçadas destas.
Felizes ou
infelizes, porque não conhecem a força, a intensidade, a grandeza de um amor
verdadeiro.
Também não
conhecem a dor, é certo, mas desconhecem o que se sente quando passa a dor, e o
sentimento se sobrepõe a tudo o resto.
Nessa altura
é o Céu.
Infelizmente
dei uma cabeçada dessas, á bem poucas horas.
E doeu, oh,
e como doeu!
Não só a
mim, mas, o que é pior, à maravilhosa pessoa em quem eu dei a cabeçada.
Foi preciso
muito carinho, muito amor, para que a dor se acalmasse.
Mas acalmou
e tudo vai reentrar no seu caminho!
De novo o
Sol brilha!
Não quero
que me perdoes, porque o que eu fiz, não terá perdão.
Só quero que
entendas porque o fiz, porque me deixei levar pelo desespero, pela dor, pelo
medo de perder quem se quer bem.
Apesar de eu
me ajoelhar a teus pés e erguer as mãos em prece, não me perdoes. Não mereço.
Mas mereço
uma nova oportunidade, uma via de redenção, uma luz que ilumine meu caminho
E só tu me
poderás mostrar essa Luz, meu amor, porque tu tens em ti a luz do Sol e das
estrelas todas do firmamento.
Não me
perdoes, eu te compreendo, mas tenta esquecer e iluminar meu caminho.
Meu ar.
Meu Sol.
Minha Vida.
Maria
Aparecida
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