quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cabeçadas

Quem nunca deu cabeçadas na vida?
Quem nunca bateu com a cabeça contra um muro, um poste, ou, pior ainda, contra a cabeça de outra pessoa?
E dói, oh se dói.
Então, se a outra pessoa for alguém a quem se ama, mas se ama mesmo verdadeiramente, não aquele amor que nos sai da boca, mas sim aquele que nos sai do coração, da alma, do peito, quando este quer estourar pela força do sentimento que lá existe, então sim, aí dói, mas dói de uma forma horrorosa, que nos atira para a valeta, para o pântano, para o Inferno.
Pois felizes dos que nunca deram cabeçadas destas.
Felizes ou infelizes, porque não conhecem a força, a intensidade, a grandeza de um amor verdadeiro.
Também não conhecem a dor, é certo, mas desconhecem o que se sente quando passa a dor, e o sentimento se sobrepõe a tudo o resto.
Nessa altura é o Céu.
Infelizmente dei uma cabeçada dessas, á bem poucas horas.
E doeu, oh, e como doeu!
Não só a mim, mas, o que é pior, à maravilhosa pessoa em quem eu dei a cabeçada.
Foi preciso muito carinho, muito amor, para que a dor se acalmasse.
Mas acalmou e tudo vai reentrar no seu caminho!
De novo o Sol brilha!
Não quero que me perdoes, porque o que eu fiz, não terá perdão.
Só quero que entendas porque o fiz, porque me deixei levar pelo desespero, pela dor, pelo medo de perder quem se quer bem.
Apesar de eu me ajoelhar a teus pés e erguer as mãos em prece, não me perdoes. Não mereço.
Mas mereço uma nova oportunidade, uma via de redenção, uma luz que ilumine meu caminho
E só tu me poderás mostrar essa Luz, meu amor, porque tu tens em ti a luz do Sol e das estrelas todas do firmamento.
Não me perdoes, eu te compreendo, mas tenta esquecer e iluminar meu caminho.
Meu ar.
Meu Sol.
Minha Vida.

Maria Aparecida


domingo, 22 de junho de 2014

BONECA DE FEIRA

Pum, pum pum
E o tiro cortou a fita
“Que queres meu menino, de prémio?”
“Aquela boneca bonita.”

E lá vai ele, contente
Com a boneca pelos pés
Mal para ela olhou.
Atirou-a ao ar, deu-lhe dois pontapés

A boneca foi cair
Junto de outro menino
Olhou-a e pensou…
Hum… uma prenda do destino

Pegou nela ao colo,
 E para casa a levou
Limpou-a, escovou-a,
Na sua cama a deitou

Com a boneca em seus braços
Depressa o sono o levou
Doces pensamentos teve
Doces coisas ele sonhou.

Um dia, dois, três
Com a boneca sonhou
Mas outras coisas o chamavam
Também dela se cansou

Então, um dia, com pena
Da boneca a deixou
Na beira da estrada
Até que alguém a levou

Uma senhora velhinha
De muito bom coração
Àquela boneca, que foi linda
Dedicou toda sua afeição.

Cuidou suas feridas,
Suas roupas suas mágoas
Tirou-lhe todas as nódoas
Lavou-a em várias águas

A boneca ganhou vida,
Qual Pinóquio de Gepeto.
Lindos olhos castanhos
Um lindo cabelo preto

 Aquela linda boneca
Ganhou corpo, ganhou alma
Transformou-se numa menina
Linda, bela e calma

Da sua vida tratava
Com carinho e devoção
À velhinha que a recolheu
Dedicou sua afeição.

Só não queria novo amor
Pois seu coração magoado,
Ficou empedernido
Por ter sido rejeitado

Muitos meninos a conheceram
Quiseram com ela ficar
Mas ela recusava-se
A alguém se entregar

A mágoa que lhe deixou
O ter sido desprezada
Deixou-lhe apenas o terror
De ser de novo maltratada

 E assim, de coração fechado
Sua vida continuou
Tão fechado que nem deu conta
Da mulher em que se transformou

De todos que a viam passar
Elogios ela ouvia
Mas não dava importância
Pois ela nenhum queria

Até que um dia de sol
Um pobre homem a viu
Com um olhar tão intenso
Que ela corou, e sorriu

E logo seu coração
Começou a derreter
Seu gelo. E, oh, milagre
Seu sangue a aquecer

Aquela troca de olhares
Entre os dois, bem intenso
Logo fez com que nascesse
Um amor imenso

 Deram as mãos um ao outro
Se tocaram, se beijaram
Amaram-se perdidamente
E juntos, para sempre ficaram

Aquela boneca de feira,
Tanto que foi desprezada,
É hoje uma linda mulher.
Muito feliz de tanto ser amada.






PARA TI, MINHA NOIVA QUERIDA


Meu doce amor
Cada hora, minuto, segundo
Faz com que nosso amor
Fique cada vez mais profundo.

Mais intenso, mais forte
Nada irá nos destruir
Nossa força, unidos é enorme
Juntos vamos conseguir

Eu quero, tu também
Isso é só o que nos importa
Não vamos ligar às más vontades
Que nos batem à porta

Temos nossos problemas
Nossas coisas para decidir
Mas juntos também temos
Um futuro para construir

Pessoas que nos apoiam
Outras ao contrário, bem diferente
Mas que importa o ciúme, a raiva
A pequenez de certa gente?

Terão ciúme, talvez
Pois tu és bem charmosa
Doce, linda, bela
Uma mulher maravilhosa

EU sei que tenho teu amor
E tu o meu, um amor imenso
Quanto ao futuro, amor,
Sabem bem o que eu penso

Minha noiva tu já és
Mas em breve, em pouco tempo,
Irei aí, falar a teus pais
E te pedir em casamento.

Pois quero casar contigo
Fazer de ti o que tu queres
Apenas fazer de ti
A mais feliz das mulheres.

Eu te amo, minha vida,

Maria Aparecida.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

EU SEI

Meu caminho está traçado.
Já não sinto qualquer dor.
Já tudo está definido
Sei que tenho teu amor.

Avanço pela estrada.
Não sinto qualquer pavor.
Não tenho medo de nada
Sei que tenho teu amor.

Ao longe, uma multidão
Discute em alto clamor.
Não me interessa o que dizem
Sei que tenho teu amor.

Pelo caminho outras coisas
Se colocam ao meu dispor
Mas não estou interessado
Sei que tenho teu amor

Tudo no caminho é belo
Tudo tem bela cor
Para mim tudo é lindo
Sei que tenho teu amor

Sei que estou no caminho certo
Porque sinto teu odor
Sei que este é meu destino
Sei que tenho teu amor

Já chego ao meu destino
Já sinto o teu calor
Já te sinto junto a mim
Sei o que faremos, amor. Amor

Amo-te Maria Aparecida



sexta-feira, 13 de junho de 2014

SEM TI, CIDA
Teu belo rosto me acompanha,
no despertar de cada dia.
E fico tão feliz em acordar
na tua doce companhia…

Bom dia, amor, me dizes tu.
Bom dia respondo com voz rouca.
E inclino-me um pouco
para beijar tua boca

Sabor a frutos silvestres,
a mel, a  flores, a água pura.
Teus lábios me encantam.
Minha língua a tua procura.

Se encontram e se batem
Numa batalha de amor
Tão doce, tão intensa
Que nos provoca calor

Brilhantes, macios, sedosos,
Por teus cabelos passo a mão
Esfrego com eles meu rosto
Oh, que doce sensação

Teus olhos castanho brilhantes
Me olham com intensidade
Estes olhares não mentem
Nos amamos, de verdade

Procuro encostar-me a ti,
sentir do teu corpo o calor,
mas nada encontro, afinal…
Apenas um cobertor.

Tudo não passa de um sonho
que tenho no dia-a-dia.
Sem ti me deito e acordo,
minha vida continua vazia.

Preciso de ti como do ar
que respiro para viver.
Preciso de ti, meu amor!
Sem ti, só me resta morrer.

És meu corpo és meu sangue,
és minha razão de viver.
És meu sonho, meu anseio.
Sem ti, só me resta morrer…

Quero-te para toda a vida!
Quero contigo viver!
Quero a tua companhia.
Sem ti, só me resta morrer…

Quero-te para minha esposa,
quero-te para minha mulher!
Porque sem ti, meu amor,
Sem ti, só me resta morrer.

 só me resta morrer!

domingo, 8 de junho de 2014

SEM TI
É a solidão, o não viver.
é vegetar.
Pára tudo.
Nada existe.
Não há Sol ou mar.
A Lua desaparece,
as estrelas escondem-se
no vazio do firmamento.
As flores murcham, 
as árvores se despem
envergonhadas.
A terra fica negra
engole até a erva mais daninha.
O vento pára, nada há para levar.
Nada nem ninguém passa,
tudo parou,
até o tempo.
não há cor em parte alguma,
tudo é cinzento
da cor da tristeza que me envolve.
As janelas estão fechadas.
Nem uma réstia de luz se esvai pelas fretas das persianas.
Nem um som se propaga no ar.
Não há risos, não há murmúrios de vozes.
Os rios param suas águas.
O mar transforma-se num charco de água salobra
Os peixes descem para as profundezas, para onde só o Nada existe.
Até os vermes que percorrem a terra se escondem nas suas mais profundas tocas.
Qual eclipse total, do Sol, da Lua e da Terra, a escuridão vem envolver tudo
Só existe a Dor da tua ausência.
E eu morro também.
Sem ti, Maria Aparecida.



SOLIDÃO
Saíste
Imediatamente a solidão me envolveu.
deixei de te ver, e foi logo como se a escuridão me tivesses envolvido.
Mergulhei fundo, num poço sem saída, onde o ar era terra e me sufocava.
não consigo chegar ao fundo, a queda não tem fim
não consigo respirar.
Sinto que morro.
Rebenta-me o peito, algo quer sair, não tem por onde.
Sorvo em golfadas o ar que me falta.
A dor é atroz, enorme, sinto que meu coração não aguenta.
Um rio de lágrimas sai dos meus olhos.
E logo o poço fica cheio de água onde me afogo.
mas finalmente consigo parar a queda
O mar das minhas lágrimas, qual mar profundo, me ampara em me empurra para cima.
Vislumbro uma luz lá em cima. 
Esbracejo desesperadamente para a atingir.
Algo se destaca entre a luz
São palavras.
"Estou aqui", consigo ler.
A esperança renasce, a força multiplica-se infinitamente.
A força de atingir a luz.
A salvação.
O renascer.
Voltaste, pensei.
Sei que nunca estiveste longe.
Sempre estiveste em meu coração e em meu peito, nunca de lá sais.
Sei que estou nos teus pensamentos, no teu coração, que nunca me abandonas.
Sei que és a minha vida. Que és tudo que eu quero, tudo que eu preciso para viver.
Sei que dirias o mesmo, se eu conseguisse ouvir.
Sei, sim, é a maior certeza da minha vida, a certeza que me amas, pelo menos, tanto como te amo a ti.
Sei que sentes o mesmo que eu sinto.
Apesar da distância, os nossos sentimentos comunicam.
Sem barreiras.
Energia pura que voa à velocidade da luz sobre os oceanos.
Força de amor nunca vista, força nossa, de mais ninguém..
Só nós. Tu e eu.
Reabro este aparelho mágico que nos traz a ilusão de estarmos juntos.
E vejo-te.
Vejo teus olhos, e reconheço em teu rosto os meus próprios sentimentos
Vejo o amor.
Intenso, enorme, sem possibilidades de comparação, de medição
Vejo a ansiedade, a saudade.
A ânsia de estarmos juntos.
Mais uns momentos.
De felicidade.
De trocas de juras de amor eterno.
Que serão cumpridas.
Abraços solitários, tornados a dois pela imaginação e pelo desejo.
Beijo virtuais, tornados reais pelo desejo e pela paixão.
É o renascer das cinzas.
Viver novamente.
Contigo.
Só contigo, Cida









quarta-feira, 4 de junho de 2014

Despertar

A claridade do sol entrava pela persiana semiaberta.
Despertei lentamente do sono, abrindo devagar as pálpebras, pesadas pelo pouco tempo de descanso.
Olhei…
Lá estavas tu.
Cabeça repousada na almofada, submersa num sono profundo.
Os teus longos cabelos, negros como azeviche, emolduravam-te esse belo rosto.
Fiquei a olhar-te
Perdi-me na contemplação de um rosto que eu já conheço, mas que me encanta sempre.
Amo esse rosto.
Apesar de teus olhos estarem escondidos atrás das pálpebras, adivinhei-os castanhos, profundos, brilhantes como de noite estavam depois de falarmos de amor.
Tua boca entreaberta mostrava uns dentes lindos, brancos, brilhantes, e emprestava a teu rosto esse sorriso que, tu sabes, me seduz.
Poderia ficar a admirar a tua beleza, horas a fio, que encontraria sempre um motivo novo, uma nova descoberta, que me faria sentir mais feliz ainda, por ser amado por ti.
Amo esse rosto.
Amo essa mulher
Despertei-te, chamando por ti.
Despedi-me de ti, deixando-te dois beijos carregados de carinho e de ternura, pois o tempo já era escasso
Fechei a tampa do computador, interrompendo assim a nossa ligação virtual, mas tão real, tão presente como o nosso amor.

Amo-te Cida.
ÉS SEMPRE TU
O vento que me caricia o rosto
Traz-me o teu odor.
O sol que me abrasa 
Traz-me o teu calor

As nuvens lá no alto
Tomam a forma de teu rosto
A água deste rio é doce,
Tem o teu gosto.

Tudo ao meu redor
Me traz tua imagem
Seja no leito deste rio
Seja na sua margem

As sombras são teus cabelos
Longos, negros, sedosos
As árvores são teus olhos,
Castanhos maravilhosos

As ondas, os seixos, a areia.
Mesmo os barcos lá no porto,
São belos, sim, mas nada
Que se compare a teu corpo.

Tudo em meu redor
Me traz tua recordação
O que faço a tanto amor
que tenho no coração?

Transborda, sai pelos olhos
Já não cabe no meu peito
Tem que sair 
De qualquer jeito.

Amo-te 
Mais que tudo em minha vida
Meu amor, minha paixão, meu sonho
A ti, Maria Aparecida