sábado, 29 de janeiro de 2011

KIN-BALL

Boa tarde.
Nada de novo por cá, a política segue sem novidades, a não ser ( o que já não é novidade), a disponibilidade do sr. Paulo Portas para se aliar ao PSD e formar uma nova AD. Mas isso já é normal, ele oferece-se a qualquer um que tenha hipóteses de ser Primeiro-Ministro, como fez com Sócrates alguns meses atrás.
Mas adiante, que não foi isso que me trouxe aqui.

Realizou-se hoje um "torneio" de Kin-Ball, na escola de Arcozelo.
Tudo normal e passaria desapercebido, se não fosse o caso do meu Zézito ter participado nele.
E, claro, como pai interessado, lá fui, com os meus outros 3 filhos, ver os jogos dele.
Ganhou um e perdeu outro, mas isso, nesta fase, não é o importante.
O importante é praticar um desporto, e que se faça com interesse e dedicação.
A maioria das pessoas, eu incluído, não fazem a menor ideia do que seja o Kin-Ball.
Fui ao site http://kinballportugal.webs.com/masoqueokinball.htm , e tirei algumas informações que passo a transcrever
azer
Era uma vez um professor de Educação Física canadiano que se chamava Mário Demers. Em 1987, na tentativa de arranjar novas formas de motivar os seus alunos, inventou, sabe lá Deus com que imaginação, um desporto inovador e super original: o Kin-Ball.
seAs regras estão orientadas para promover valores como o “fair-play”, o espírito de equipa a competitividade, e punir atitudes de desrespeito para com adversários e árbitros. Sim, neste desporto, ai de quem se atrever a barafustar com os senhores do apito, só o capitão de equipa está autorizado a conversar com o árbitro. Sublinhe-se o conversar, por favor.

Mas afinal como se joga? Bem, o senhor Mario Demers determinou que este excelente desporto fosse jogado num campo de 20mx20m, por três equipas, constituídas por quatro jogadores. Cada equipa usa uma cor; preto, cinza ou rosa. A base do jogo é o serviço: três elementos da equipa seguram a bola enquanto o quarto elemento está de pé. Os adversários espalham-se da forma mais equilibrada possível pelo campo para que não existam grandes espaços vazios. O tal quarto elemento profere a palavra “OMNIKIN” seguida da cor de uma das equipas adversárias e bate a bola. Ex: “OMNIKIN- ROSA”. A equipa que foi nomeada terá de evitar, a todo o custo, que a bola atinja o chão. Se o fizer, é a sua vez de servir, se não o fizer, é ponto para as outras duas equipas. Depois existem uma série de regras que tornam o jogo mais dinâmico (tempo limite para servir, distância mínima que deve ser percorrida pela bola…)
Confuso? É natural, ao vivo é outra coisa.

Pois é mesmo assim. A início parece-nos algo confuso, sem regras, mas quanto mais se vê, mais se aprecia e se entende.
Não vi entradas faltosas, rasteiras, cotoveladas, e outras coisas que é normal ver-se noutros desportos.
E quando começamos a ver jogos de jovens já com os seus 14-15 anos, já com algum tempo de prática, começamos a ficar empolgados, a vibrar com as jogadas e a aplaudi-las.
Encontram ne Net mais informação e videos sobre este jogo.
Vou apenas incluir aqui algumas fotos de fases do jogo do meu Zézito.



Alguem reconhece o míudo?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A bondade do Sr. Cavaco Silva

Ouvi nas noticias de hoje, e foi noticia de primeira página, que o nosso Presidente da Republica, o Sr. Professor Cavaco Silva, vai exercer o seu mandato, o que resta deste e o próximo, sem cobrar nada ao país, vai prescindir do seu salário de pouco mais de 6.000 seis mil Euros mensais.
A talhe de foice, acho que é um ordenado baixo para o cargo exercido; basta ver a lista de ordenados dos gestores das Empresas Públicas.
Mas a verdade é que isto só acontece, porque ele recebe duas reformas que totalizam mais de 10.000 Euros.
E, segundo uma lei do Governo, não podem os Funcionários públicos acumular vencimentos com reformas.
Portanto, não se trata de um gesto altruísta, uma atitude para ajudar o País, mas o simples cumprimento de uma Lei que ele próprio aprovou.

E o futuro, como vai ser?
Quando ouvi o seu discurso de vencedor, fiquei arrepiado.
Todas aquelas palavras belicosas, me soaram a vontade de vingança sobre os outros candidatos e quem os apoiou. Pareceu-me um homem com vontade de "bater" em quem lhe fez, legitimamente, oposição. Nunca um vencedor de Eleições teve um discurso idêntico.
 E já agora, vou fazer um pouco de futurologia.
"Cheira-me" que vamos ter Eleições Legislativas lá para Outubro ou Novembro.
Vamos ver....

As Eleições

Já passaram estas.
Quanto a resultados, nada de novo, nenhuma surpresa.
Lá vamos ter o Sr. Cavaco mais 5 anos na Presidência.
Surpreendente, ou talvez não, mas vergonhoso, isso sim, foram os 54% de abstenção, o que, somando os votos nulos e brancos, nos dá um valor que ronda os 60%.
Quer dizer que 6 em cada dez Portugueses maiores de 18 anos, está completamente alheado do presente e do futuro deste nosso pobre país.
É uma vergonha...
Claro que não retira legitimidade a quem foi reeleito. Mas é muito triste que isto se verifique. Se as eleições são no Verão, é porque está calor, e as pessoas estão de férias ou vão para a praia. Se são de Inverno, está muito frio para saírem de casa... que tristeza.
Orgulho-me de nunca ter faltado a qualquer eleição, desde 1975 até hoje. Já vim a correr da minha aldeia, para chegar à Assembleia de Voto a tempo de exercer o meu Direito.
Mesmos nestas últimas, fui podar as minhas videirinhas, mas tive o cuidado de vir com tempo de cumprir com o meu dever.
Eu e a minha família, pois eu incuti nos meus filhos, desde muito jovens, a ideia que não devemos de deixar de exercer esse direito, que tanto custou a conquistar.
Mas, enfim, isso sou eu...


Hoje

Hoje são 26 de Janeiro.
É uma data histórica.
Para quem não sabe, há várias personalidades importantes que nasceram nesta data. Por exemplo, o José Mourinho.
Mas melhor exemplo, sabem qual é? Qual é?
EUUUUUUUUUUUU
EU FAÇO ANOS HOJE, 54 EHEHEEHE
Ate´tirei um dia de férias, para estar em casa, sem nada que me dê cabo da cabeça.
Até logo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

VOTAR EM QUEM?

No seguimento da mensagem anterior, gostava de fazer uma pequena reflexão sobre os candidatos que se apresentam ao eleitorado, ou seja, a todos nós.

Cavaco Silva.
Actual Presidente (por estranho que pareça, nem todos sabem disso).
Teve um inicio de mandato muito colaborante com o Governo de Sócrates, mas quando a crise económica chegou, começou a demarcar-se do Governo.
Aquela fantasia de que o Governo espiava o palácio de Belém, nada mais foi que um pretexto para iniciar um afastamento da solidariedade institucional que até aí se verificava.
Com a chegada de Passos Coelho ao comando do PSD, adivinha(va)-se que brevemente formará Governo, e Cavaco começou aí a dar-lhe o seu apoio.
Vem agora o Dr. Cavaco falar em pobreza, dizer que a situação do país é péssima, que a governação não foi a mais eficaz. Pois, aí até lhe dou alguma razão. Mas, era ele e não eu quem estava no cargo de Presidente, e ele devia ter actuado mais do que aquilo que actuou.
Promete agora mundos e fundos, que vai fazer isto e aquilo, mas já teve a sua oportunidade e nada fez.
Além disso, promete o que não pode fazer, pois não é o presidente que governa. O nosso sistema não é Presidencialista, como o americano ou o francês. Nesses, o Presidente actua e é o principal líder da política do País.
É apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD) e pelo Centro Democrático Social (CDS/PP).

Manuel Alegre
Foi adversário de Cavaco à 5 anos atrás, e a única vitória que teve foi sobre Mário Soares.
Político de longa data, Deputado na Assembleia da Republica, demarcou-se muitas vezes das posições do Partido Socialista em relação ao apoio do partido ao Governo.
Acho que lhe falta algo, para ser o Presidente.
É apoiado pelo Partido Socialista (PS) e pelo Bloco de Esquerda (BE).

Fernando Nobre
Além de ser o fundador da AMI, pouco mais se conhece sobre este Senhor.
Tem revelado ao longo da campanha eleitoral um cada vez maior entusiasmo.
Poderá vir a ser, se for esta a escolha, um bom Presidente.

Francisco Lopes
Quadro do Partido Comunista Português, vem na linha de anteriores candidaturas deste Partido, que sempre apresenta candidato próprio, para na 2ª Volta abdicar em favor do candidato mais à esquerda.
Candidato apoiado pelo Partido Comunista (PCP) e pelo partido Partido Ecologista Os Verdes (PEV).

Dos restantes candidatos, apesar de me merecerem o maior respeito, não vamos perder tempo com isso, pois não têm a menor hipótese de passar sequer à 2ª Volta.
Isto, se houver 2ª volta, claro.
Na minha opinião, falta ao espectro político de centro-esquerda, um homem, uma figura que se imponha, alguém capaz de aglutinar e mobilizar os votantes, contra o candidato da Direita.

Não quero influenciar ninguém, nem divulgar aqui o sentido do meu voto.
Apenas quero esclarecer um pouco as pessoas menos atentas.
Gostaria, isso sim, que estas simples linhas resultassem na ida ás urnas de mais uma dúzia de pessoas. Ficaria muito feliz se isso sucedesse.
Pensem um pouco, e vão votar, mesmo que nenhum dos candidatos seja, para cada um de nós, o "Candidato Ideal".
Pior que votar no "mal-menor", é não votar.
Um abraço





Eleições Presidenciais

Boa tarde.
Hoje lembrei-me de vir aqui, para falar sobre um acto importante que se vai dar no próximo domingo: as eleições para a Presidência da Republica.
Sei que é um acontecimento que, infelizmente, passa ao lado de muitos cidadãos. Mas é demasiado importante para que se possa ignorar.
Todos temos o dever e a obrigação de exercer esse direito que tanto custou a conquistar: o Direito ao Voto.
Infelizmente, grande parte do nosso Povo não o exerce, entre 35 a 50%, mas é um procedimento que temos que criticar e incentivar as pessoas a que não abdiquem dele.
O 25 de Abril aconteceu quando eu tinha 17 anos. E ainda me lembro das eleições de antes dessa data gloriosa, em que só votavam os homens, particularmente os funcionários públicos e membros das Forças de Segurança; cheguei a ter nas mãos um desses boletins de voto, em que se dizia mais ou menos isto:
"VOTAI", e tinha por baixo uma imagem da Republica. Só que no seu interior, o voto era destinado, única e exclusivamente ao Partido no Poder, a "União Nacional".
Sei isto, porque o meu pai foi polícia, e esse boletim era a ele destinado.
Exactamente isso, um boletim de voto pré-preenchido. Nada de escolhas, que isso era coisa que o regime fascista não permitia.
Então, e agora, que temos oportunidade de dizer o que pensamos, quem achamos mais capaz para ocupar o mais alto cargo da Nação, vamos abdicar desse direito?
Respondo que NÃO. MIL VEZES NÃO.