Boa tarde.
Hoje lembrei-me de vir aqui, para falar sobre um acto importante que se vai dar no próximo domingo: as eleições para a Presidência da Republica.
Sei que é um acontecimento que, infelizmente, passa ao lado de muitos cidadãos. Mas é demasiado importante para que se possa ignorar.
Todos temos o dever e a obrigação de exercer esse direito que tanto custou a conquistar: o Direito ao Voto.
Infelizmente, grande parte do nosso Povo não o exerce, entre 35 a 50%, mas é um procedimento que temos que criticar e incentivar as pessoas a que não abdiquem dele.
O 25 de Abril aconteceu quando eu tinha 17 anos. E ainda me lembro das eleições de antes dessa data gloriosa, em que só votavam os homens, particularmente os funcionários públicos e membros das Forças de Segurança; cheguei a ter nas mãos um desses boletins de voto, em que se dizia mais ou menos isto:
"VOTAI", e tinha por baixo uma imagem da Republica. Só que no seu interior, o voto era destinado, única e exclusivamente ao Partido no Poder, a "União Nacional".
Sei isto, porque o meu pai foi polícia, e esse boletim era a ele destinado.
Exactamente isso, um boletim de voto pré-preenchido. Nada de escolhas, que isso era coisa que o regime fascista não permitia.
Então, e agora, que temos oportunidade de dizer o que pensamos, quem achamos mais capaz para ocupar o mais alto cargo da Nação, vamos abdicar desse direito?
Respondo que NÃO. MIL VEZES NÃO.
Hoje lembrei-me de vir aqui, para falar sobre um acto importante que se vai dar no próximo domingo: as eleições para a Presidência da Republica.
Sei que é um acontecimento que, infelizmente, passa ao lado de muitos cidadãos. Mas é demasiado importante para que se possa ignorar.
Todos temos o dever e a obrigação de exercer esse direito que tanto custou a conquistar: o Direito ao Voto.
Infelizmente, grande parte do nosso Povo não o exerce, entre 35 a 50%, mas é um procedimento que temos que criticar e incentivar as pessoas a que não abdiquem dele.
O 25 de Abril aconteceu quando eu tinha 17 anos. E ainda me lembro das eleições de antes dessa data gloriosa, em que só votavam os homens, particularmente os funcionários públicos e membros das Forças de Segurança; cheguei a ter nas mãos um desses boletins de voto, em que se dizia mais ou menos isto:
"VOTAI", e tinha por baixo uma imagem da Republica. Só que no seu interior, o voto era destinado, única e exclusivamente ao Partido no Poder, a "União Nacional".
Sei isto, porque o meu pai foi polícia, e esse boletim era a ele destinado.
Exactamente isso, um boletim de voto pré-preenchido. Nada de escolhas, que isso era coisa que o regime fascista não permitia.
Então, e agora, que temos oportunidade de dizer o que pensamos, quem achamos mais capaz para ocupar o mais alto cargo da Nação, vamos abdicar desse direito?
Respondo que NÃO. MIL VEZES NÃO.
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