sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PARA MEU AMOR

Meu doce amor.
És a Luz que guia meus passos
És o Sol que me ilumina
E que me levará a teus braços.

És minha razão de viver.
Meu ar, meu pão minha água.
Quando estou perdido de ti,
Meu coração sofre a mágoa.

Mágoa de não te ter.
De te saber longe, distante.
Deixa-me ser teu amigo,
Marido, amor, amante.

Para ti tudo serei,
Assim tu me permitas
Quero amor em nossas vidas,
Não quero mais desditas.

Contigo o dia mais escuro
Se transforma em radioso, brilhante
Quando te me apareces
A escuridão foge num instante.

 Tentei, confesso que tentei,
Sem ti, viver minha vida.
Mas não posso, não consigo
Sem ti eu não existo, minha querida

Queria a cada instante
Te dar um terno beijo
Te tocar, te abraçar.
Te dizer do meu desejo

Os dias que juntos passamos,
São gratas recordações
Guardo-as no meu peito,
Com ternura, magnificas sensações

Quando, no nosso noivado,
Naquele belo jantar
Eu te pedi que fosses minha
Pois contigo quero ficar.

Não foi de ânimo leve,
O que quero sabia e sei.
Quero ser tudo para ti,
Teu escravo, senhor e rei

 O que agora nos separa,
O tempo, o espaço, a distância.
Em breve serão anulados.
Quero-o com muita ânsia.

Perdoa-me estas letras
Assim tão mal concebidas
Mas o meu amor por ti
Não conhece medidas

Preciso de te falar, de te dar a conhecer
Todos estes sentimentos
Preciso que me ouças
Que escutes meus pensamentos

Perdoa-me a ousadia
De te dizer isto, minha querida
Mas tu és e serás minha esposa
Minha querida Aparecida.

Amo-te




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Bom dia meu amor.

Estou a escrever isto hoje, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014, e estou à tua espera para podermos conversar.
Saliento isto, pois é possível que, quando eu publicar estas palavras, elas já estejam desactualizadas.

Eu amo-te.
Muito, mas mesmo sem medida.
E é apenas contigo
Que eu quero seguir minha vida.

Nossas diferenças,
Nossas discussões,
Nada mais são que a urgência
De nossos corações

Cada vez é mais difícil
 Conversarmos em sossego
Eu sei, eu entendo
Culpa minha, eu não nego.

Eu admito meus erros,
Meus muitos ciúmes
Mas, sabes amor:
Eu também tenho queixumes


Eu te vejo como alguém
Única, incomparável, deliciosa
Para mim, de todo o mundo,
És a mulher mais maravilhosa.

Acho-te bela, charmosa,
Encantadora, terna, doce
E tenho por ti uma admiração
Como se uma Deusa fosses.

Mas por favor, minha querida
Não posso ser só eu a mudar.
O amor é lindo
Mas temos que compartilhar

Ideias, vontades, desejos
Terão que ser a dois
O resto, o entendimento,
Esse virá depois

Respira, pensa, medita
Por favor, minha vida
Eu só quero que tu sejas
Minha esposa muito querida


Não podes simplesmente
Exigir tudo de mim.
Também tens que me dar algo
Tem que ser, meu amor, assim.

Minha doce Cidamor,
Por favor, minha querida.
Cede tu também um pouco,
Vamos construir nossa vida

Nas costas tenho teu nome gravado
Gravamos, lembras-te, quando estive aí.
Mas no meu coração
Só te tenho a ti.

Eu nem quero pensar
Na hipótese de te perder.
Porque se isso acontece…
Só me apetece… (tu sabes a palavra que falta)
Amo-te




Meu Joãozinho

Meu Joãozinho faz hoje 11 anos
O meu mais novo rebento, o meu nº 4…
Um menino sensível como um artista, doce como mel, meigo como só ele.
Inteligente como os irmãos.
Educado como os outros.
Estimado e amado por todos.
O meu menino…
Quando te olho, Jokita, revejo-me, através dos teus caracóis aloirados, do teu rosto redondinho, de teu corpinho cheio…
E bate uma saudade imensa de voltar a ser como tu…
Hoje trata-se só de ti, portanto, meu Jokita:
Adoro-te meu lindo filho.
Dá-me forças para continuar a lutar por ti, por vós, para que consiga fazer de ti o que tu desejares.
Um abraço e um beijo, carregados de um amor que não conhece limites.

Teu Pai.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014





SONHO PESADELO DESESPERO

Estou enterrado num pântano de areias movediças.
Sinto que me afundo a cada minuto que passa.
Tenho a esperança que alguém me vem salvar.
Estou de braço e mão estendidos, à espera que esse alguém chegue e me salve da morte que me ameaça.
Subitamente, um ponto verde aparece no meu horizonte visual, e eu penso que chegou minha salvação. Mas passados minutos a luz desaparece, e ninguém quis saber de mim.
Afundo.me mais um pouco, lentamente, inexoravelmente, numa queda que não terá salvação, a menos que surja a mão salvadora.
Estou por horas de me perder.
Começo a perder a esperança de ver a mão salvadora surgir.
Será esse meu destino?
........................................................................................
Sim, já me parece que sim, que será esse o meu destino.
Pois o ponto verde, a luz que significaria esperança e salvação, teima em não se aproximar, em não estender a mão salvadora a este condenado.
Não me posso mexer, corro o risco de me afundar mais depressa.
Resta.me esperar que sentimentos que sei existirem, se sobreponham a coisas menores, e o braço me seja estendido.
Mas continuo a afundar.me...
E tenho medo de me (te) perder
......................................................................................
Chegaste.
Mas chegaste autoritária, querendo que eu carregasse uma culpa que não é minha.
Roguei.te uma palavra só, apenas uma.
Eu disse.a
AMOR
Pedi.te que a dissesses, mas não foste capaz de dizer uma palavra simples, mas tão cheia de significado.
O nome por que nós nos tratamos até à poucas horas atrás.
Não foste capaz de a dizer, de a escrever.
Sinal do pouco significado que, afinal, ela tem para ti.
Para mim significa a Vida, a Felicidade, significa tudo...
Para ti, afinal, significa NADA.
Pela ultima vez, faço.te a vontade. Seja como tu queres

Tempestade

Olho pela janela.
Lá fora a noite já caiu, e com ela veio a chuva, caindo copiosamente, tornando ainda mais triste este fim de tarde já de si cinzento.
O rufar da chuva no telhado de alumínio da marquise, faz com que o coração bata ao mesmo ritmo, apreensivo com coisas (mal) sucedidas.
Mas abro outra página do ficheiro virtual que tenho ao alcance das pontas dos dedos, e logo radiantes e felizes recordações abafam este momento de maior tristeza.
As imagens que de lá saem, são imagens plenas de sol de calor e de felicidade, unidas pelos sorrisos francos de pessoas que se amam.
A certeza dos sentimentos, alicerçados numa confiança mutua que dificilmente será abalada, apesar de inócuos, balofos e ocasionais ciumes que nos atormentam, ressalta mais forte a cada rajada da tempestade.
A certeza de que, a seguir a esta tempestade, virá de novo o Sol, trazendo com ele o (teu) calor, o (teu) brilho, a (nossa) felicidade, faz com que o presente e principalmente o futuro, sejam uma bela visão de comunhão de vidas.
E como que para confirmar este pensamento, este desejo, a Lua rompe entre duas negras nuvens, e inunda a janela com uma suave mas aconchegante e terna luz, que me faz lembrar o teu sorriso.
Ah, e até a copiosa chuva parou, sendo agora um vapor, um nevoeiro, que me faz lembrar a áurea que te rodeia quando bela, tentadora, qual Deusa que desceu à Terra, sais do teu banho.
Amo.te. Para sempre.


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Dia especial

Hoje é um dia especial
Postei no meu facebook a mensagem que vou transcrever:

Bom dia.
Completo hoje 41 (quarenta e um) anos que trabalho nesta empresa, a C.Da Silva (Vinhos) SA.
Comecei pelo fundo da escala, e muito me orgulho disso, e a pulso e por mérito, fui trepando na escala das responsabilidades.
Uma ou outra pequena queda, não afectam a minha auto.estima.
Respeito e sou respeitado por todos os meus colegas de trabalho, quer estejam abaixo ou acima da escala de responsabilidades.
Gosto do que faço, e orgulho.me do trabalho produzido ao longo destes anos.
Mas já eram horas de parar. 43 anos de trabalho e de descontos para a Seg. Social, já me deveriam dar o direito de gozar uma reforma tranquila.
Mas, infelizmente, o Sr Passos Coelho e seus colegas de (des) governo não entendem assim. Talvez porque todos eles teriam que renascer para saber o que é trabalhar tantos anos....
Enfim...
Mas aqui fica o meu anuncio do orgulho que tenho em fazer parte desta empresa, agora integrada no simplesmente maior Grupo exportador de Vinhos do Porto.
O meu agradecimento a esta empresa.

Não fiquei nada surpreendido por, a esta altura, já lá vão quase 7 horas que coloquei a mensagem, apenas uma pessoa de nacionalidade portuguesa ter "gostado" e comentado a postagem.
Já me habituei a que, os meus amigos portugueses, e particularmente a minha família, ignorem tudo que me diga respeito.
Chá e presunção, cada um toma a que quer.
Conheço perfeitamente os motivos que levam os citados a ter esta atitude comigo. Lamento muito, mas não vou mudar uma vírgula ou um milímetro do que tenho assumido publicamente.
Sou quem sou, nada faço às escondidas.
Assumo os meus actos, pois se eu estiver errado nas minhas escolhas, o primeiro a sofrer serei eu.
Estou a lutar pelo meu futuro, pois acho que tenho direito a uma nova vida, depois da que, sem qualquer culpa minha, foi abruptamente interrompida.
Não estou aqui a fazer o que fazem comigo:
Não estou a julgar ninguém, apesar do silencio, do desprezo a que me votam, ser um julgamento implícito.
Não sou Juiz, mas sei que para se julgar alguém, é necessário saber as condicionantes do acto que estamos a julgar.
Eu sei disso!
Lamento que pessoas que eu tinha em alta estima, e que pensava que me retribuíam da mesma forma, tenham este atitude para comigo. Acho que não merecia!
Lamento ainda que, alguém muito próximo, obrigue outro (s) a ter a mesma atitude. Isso é mau, muito mau.
Mas o futuro se encarregará de me dar razão. Se for o inverso, então serei eu o primeiro a sofrer as consequências dos meus actos, mas, podem ficar sossegados, não irei esmolar a quem quer que seja, qualquer tipo de apoio.
Amo essa mulher, a Aparecida Sandes, e é com ela que eu faço intenção de viver alguns anos que ainda me restem. Assim ela esteja de acordo, como agora está.
Por muito que isso cause engulhos a algumas pessoas, e não entendo o porquê disso, é esse o meu objectivo.
Para que não restem duvidas, e para que saibam que eu não ando a dormir...
Cumprimentos a todos, (sem excepção).
.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014


Breve


Se a saudade mata
a esperança faz renascer.
é tão grande a vontade
de te voltar a ter.

Ter.te envolta nos meus braços
Sentir teu corpo quente.
Tua boca na minha
Um beijo ardente.

O fogo, o desejo a paixão
nos queimam como uma chama.
Nada mais natural, afinal
quando abraçamos quem se ama.

Recordações ainda frescas
de uns dias maravilhosos
em que juntos passamos os dois.
Momentos deliciosos.

Quero em breve (oh, tão longe ainda)
Repetir todos essa vivência.
Vamos fazer com que vivamos
nosso amor em permanência.

Cada dia que passamos
sem nos poder abraçar
é tormento, tortura, maldade.
Mas, estou certo que trilhamos
com os passos que estamos a dar,
Nosso caminho da felicidade.

Te amo, Maria Aparecida





terça-feira, 26 de agosto de 2014

Uma pequena reflexão
A vida é mesmo madrasta
Passamos uma vida inteira a estudar, trabalhar, cuidar dos outros, e quando damos por isso, estamos no ocaso da vida, onde já só apanhamos uma réstia de Sol que mal nos aquece.
De vez em quando, como quando nos sai o cromo premiado, temos uma alegria, uns dias de Sol radioso, de felicidade. Mas, logo de seguida, essa luz é ofuscada pelas sombras que, temporariamente, foram dissolvidas.
Será que vale a pena passar uma vida inteira nesta confusão?
Não!
E então, que fazer?
Há uma altura na vida em que temos que tomar decisões que, por mais que queiramos evitar, terão implicações com outras pessoas. Temos que decidir entre continuar a hibernar, ou viver uma vida com que sonhamos durante toda a nossa existência, e se nos depara agora a oportunidade de a viver
É a hora de decidir!
Estou disposto a lutar, a assumir que quero cumprir um sonho, ainda que tardio, um sonho que sempre esteve presente, embora adormecido.
E vou lutar!
Sim, vou!


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Dias de felicidade

O Sol queimava a pele.
Mas não era ele que nos incendiava, mas sim a proximidade de nossos corpos.
Tínhamos descoberto que afinal o que pensávamos que sentíamos era real, mas não era.
Afinal, o que sentíamos um pelo outro era muito mais.
Era algo que nunca eu poderia imaginar, e que me surpreendeu a mim próprio.
Era um sentimento avassalador, que nos drogava e nos fazia sentir, a cada gesto, em cada contacto de nossa pela, um fogo, uma paixão, um sublime amor que ambos procurávamos e que descobrimos um no outro.
Sentimos isso desde a primeira troca de olhares no aeroporto, quando eu olhei a multidão e te vi, timidamente escondida, escudada por quem te acompanhava.
Se os olhos são o espelho da alma, em nós foram o espelho de um amor eterno que nada poderá destruir.
 Senti-me tremer. De ânsia de te abraçar, emocionado pelo real conhecimento e pelo concretizar do sonho de sentir tua pele, teu cheiro, teu sabor.
E foi bom. Não, não foi, foi maravilhoso, foram sensações desconhecidas que me subiam do coração à consciência de finalmente te sentir.
Nosso primeiro beijo foi um despertar de sentidos adormecidos, recalcados tantas vezes, tantas noites passadas com um ecrã de permeio.
Depressa sentiste e retribuíste a batalha de nossos lábios e de nossas línguas, transmitindo o que as mãos iam descobrindo à medida que nos tocávamos.
Quando entramos no quarto do hotel, a timidez sobrepôs-se por momentos.
Mas logo os olhos, que não as bocas ocupadas em novos beijos, falaram mais alto e nos desnudamos na ânsia de nos realizarmos.
Maravilhoso corpo o teu, redescoberto em cada poro, em cada gemido prolongado pelas horas adentro.
Maravilhosa mulher!
Massajando com o sabonete, descobria de cada vez como se fosse a primeira, a voluptuosidade de sonhos até então intangíveis.
E o mar, esse maravilhoso mar!

E a Natureza, tantas vezes em estado virgem, que juntos descobrimos em passeios que nos levavam a paraísos, para nós intocados, onde o nosso amor explodia ao sabor das ondas mansas que nos banhavam os corpos.
Contigo tudo foi maravilhoso, belo, porque estávamos juntos.
Contigo vivi os mais belos dias da minha existência.
Contigo senti o mais forte, o mais imenso dos amores, o Zénite da felicidade.
Em ti, eu descobri o amor, reflectido nos teus olhos brilhantes, sentindo-me amado como nunca.
Em ti eu vi a mais maravilhosa das mulheres, e senti-me, como me sinto, o mais afortunado dos homens por ser o objecto desse amor.
Contigo conheci o que nunca pensei existir.
Contigo continuarei a descobrir o paraíso da existência, assim o tempo e a distância nos permitam.
Vivo, vivemos, da saudade dos dias passados, e da certeza que serão repetidos.
As lágrimas que vertemos, que tentamos esconder, não são de dor ou de mágoa, mas sim de saudade por horas, dias que ambos desejamos ardentemente se repitam, incessantemente, até à eternidade.
E iremos, sim, vive-las de novo, meu amor.
Prometo!



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O DIA MAIS LONGO

Aproxima-se o dia mais longo da minha vida.
Um dia que terá 28 horas!
Começará quando sair de casa, cerca das 00 horas do dia 7, e vai terminar 28 horas depois em Maceió, onde chegarei pelas 23:50, hora prevista.
Então porquê 28 horas?
É fácil. Porque quando chegar a Salvador, onde farei a mudança de avião, terei que acertar o relógio para a hora local, atrasando-o 4 horas.
Mas isso não será o mais importante desse dia, isto é apenas uma introdução.
Chegado a Maceió, cerca de 28 horas depois de sair daqui, mas ainda no dia 7, irei encontrar-me com alguém que me tem acompanhado nestes últimos meses, quase 24 horas do dia.
A mulher que eu amo, Aparecida Sandes.
Vamos finalmente nos tocar, sentir o toque dos dedos na pele um do outro, sentir nosso cheiro, nosso calor.
E vamos ser felizes.
Vamos passar alguns dias juntos, tornando assim realidade um sonho há muito idealizado.
Vamos nos conhecer, ter a certeza que vale a pena continuar a lutar por nosso amor, por uma vida em comum, lutar contra os obstáculos que nos vão sendo colocados no caminho. Temos conseguido, com maior ou menor esforço, vencer os que nos têm aparecido. Iremos nos colocar numa posição em que ficaremos mais fortes, porque mais unidos, e assim mais capazes de ultrapassar os derradeiros.
O que de facto irá acontecer é uma incógnita. Nada há planeado, nada programado.
Iremos viver estes dias ao sabor do vento, vogando no mar do nosso amor, vivendo a cada passo os sentimentos do outro.
Sei que iremos ser felizes, e que, depois destes dias, não haverá ponto de retorno, antes um salto enorme na direcção do nosso futuro.
Sei que a amo, muito, e que sou amado da mesma maneira. Tenho a certeza disso!
Move-me a vontade de ser feliz, e de fazer feliz essa maravilhosa mulher. Ambos merecemos isso, ambos somos livres, ambos temos os mesmos objectivos.
Até já, meu amor
Até já Maria Aparecida




sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sonho II

(continuação da anterior publicação?

A noite lá fora nos espera
Caminhamos lado a lado
Corações cheios de amor
Braços entrelaçados

Entramos no carro, sorrimos
Não é preciso falar
Eu sei onde me levas
Onde nos possamos amar.

Um beijo um quente beijo
O desejo, o amor, a paixão
Mãos que buscam os corpos.
Isto não é ilusão.

Seguimos nosso caminho
Sabemos para onde ir
Registo, nome, documentos
Finalmente vamos subir.

O chuveiro me chama
Para um duche retemperador
Não deixamos de nos olhar.
Queres-me despir, meu amor?

Lentamente com prazer
Um ao outro nos despimos
E, de mão dada, tremendo
Para o chuveiro seguimos


Abre-se a água…
Caricia morna em corpos quentes
Avivam-se as sensações
Dos nossos corpos ardentes.

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Saímos de lá abraçados,
Não podemos nos separar
Encostei-te na cama macia
E foi amar, amar, amar

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Dias maravilhosos passamos
Esquecidos do mundo
Cultivamos e como cresceu
Nosso amor tão profundo

Descobri-te e confirmei
Tudo que em ti havia
Maravilhosa mulher que tu és
Não foi surpresa, já sabia.

Conheceste-me confirmaste
Tudo que eu te prometi
A minha sorte mudou contigo
Tudo ganhei, nada perdi.

Passaram as horas, os dias
Mas eis que chega a hora.
Tenho que regressar,
Tenho que ir embora.


Despedida dolorosa
Que cruel sofrimento
 Promessa fica feita:
será por pouco tempo

Voltarei para fazer de ti
A minha esposa amada
será em breve, prometo
podes ficar sossegada

Um último beijo, um último abraço
Não é adeus, é até já
Prometo-te meu amor
Que muito em breve será.





quinta-feira, 10 de julho de 2014

SONHO

A voz do Comandante
Despertou-me da letargia
Em que caí, pelo cansaço
Desse longo dia.

Chegamos a Maceió,
Senhores passageiros.
E eu disse para mim
Sim, chegamos inteiros.

Mais um solavanco,
Bater no firme chão.
Finalmente, chegou a hora,
Disse-me meu coração

A pressa de sair,
O espaço apertado
A pressa de te ter
Comigo, a meu lado

Sigo em passo ligeiro,
Nada em volta me interessa.
Venha minha mala.
Venha, tenho pressa

Chego á porta, hesito
Olhar sobre a multidão
Procuro-te. Encontro-te.
Oh, como bate o coração!


Começo a caminhar
Meus olhos postos em ti
Tu sentes, levantas a cabeça
Teu belo rosto sorri

Vens na minha direção.
No rosto um sorriso aberto
De quem tem a certeza
De ver o homem certo

Estendo os braços para ti
A mala no chão, esquecida
Finalmente te encontro
Minha paixão, minha vida

Mãos que se encontram
Olhares que se fitam
Corpos que tremem
Corações que gritam

Rostos que se acariciam
Bocas que se tocam
Lábios que se juntam
Línguas que se roçam

Corpos que se unem
Num apertado abraço
Tudo fica sem sentido
Gente, tempo e espaço


Apenas tu e eu
Perdidos no nosso mundo
Sentindo e dando a sentir
Este amor tão profundo.

Um minuto, hora ou dia?
Não sei não quero saber
Só sei desta minha ânsia
Da urgência de te ter.

Finalmente nos separamos
Corpos e desejos incendiados
Um novo e cúmplice sorriso
Saímos dali abraçados

Nosso rumo, nós sabemos
E não é simples ilusão
Vamos viver finalmente
A nossa enorme paixão.

Maria Aparecida





segunda-feira, 7 de julho de 2014

Um sonho

O brilhante disco do Sol descia no horizonte. Já se misturavam os seus raios amarelos com o azul do mar, formando uma nevoa vermelha, oh, mistério da natureza.
Lá, tão longe.
Deitei-me na areia, sentindo-a a moldar-se a meu corpo. Fechei os olhos, ofuscados pelo brilho do astro-rei, tentando não me deixar embalar por aquela luz. Queria a minha escuridão.
Mesmo assim a sua luz teimava em romper as pálpebras.
Um suave ranger de areia… algo interrompe o fluxo da luz em meus olhos, uma sombra… uma nuvem, pensei.
Mas as nuvens passam silenciosas, não calcam a areia.
Não quero saber, pensei. Que passe e me deixe aqui, à espera de quem não vem.
Não passou, ficou.
Abro lentamente os olhos, preparando-me para pedir que se afaste.
O sol impede-me de ver claramente quem assim me incomoda.
Lentamente, uma forma humana se revela à minha visão.
Distingo-a pela cabeça, moldada por uma abundante cabeleira, de cabelos lisos que escorrem da cabeça e se lançam à procura das costas.
Uma sereia! Pensei, mas logo desfiz a ideia, pois abaixo dos cabelos, seguindo o contorno de um corpo cheio, bem definido, descobri a forma de duas pernas. Sereias não têm pernas! Saíam de uma túnica que esvoaçava ao vento, e que deixava adivinhar os seus contornos bem delineados, bem-feitas, deliciosamente torneadas como que trabalhadas por um experiente escultor.
Os pés, meio enterrados na areia, eram finos, proporcionais ao belo corpo que sustentavam, tendões bem delineados, de dedos delicados e bem cuidados.
Eu conheço-te! És tu! Exclamei estupefacto pela repentina aparição.
Então, já mais habituado à luz solar, vi finalmente teu rosto!
Esse rosto que me habituei a amar, lindo, com teus traços que me encantam.
Teus olhos, que eu sei castanhos, emitiam um brilho de felicidade que pedia meças ao brilho do Sol.
Na tua boca, esse sorriso que tu sabes que me deixa extasiado, onde brilham dentes alvos como marfim.
Teu pescoço, teus ombros, teus seios, tudo se me revelava finalmente, dando-me a certeza que eras tu que ali estavas.
És tu! Exclamei de novo.
Não falaste, pois os sonhos não falam.
Estendeste-me a tua delicada mão, que eu apertei, e ergueste-me da cama de areia em que eu estava prostrado.
Sem deixares de me olhar, recuaste, entrando no mar.
Segui-te!
Sim, segui-te, pois eu te sigo e seguirei toda a vida, confiando-a em tuas mãos! 
Entramos, e caminhamos sobre as águas, qual milagre repetido, e de repente levantamos voo em direção ao Céu.
Onde me levas? Perguntei-te, sorrindo.
Apontaste-me lá ao longe, o nosso destino.
Sim, disse-te, Sim!
Sei que contigo e só contigo estarei no Paraíso.

E fomos, levados pelo vento e pelos nossos sonhos, ficar num paraíso por ti criado, onde vivemos felizes toda a eternidade.

Para ti, Maria Aparecida Sandes

Cidamor



domingo, 6 de julho de 2014

SE TU SOUBESSES

Se tu soubesses
Quanto eu choro por ti
Talvez me tivesses
Junto de ti

Se tu soubesses
Como eu te amo
Talvez viesses
quando te chamo

Sem ti nada sou
Apenas um grão de areia
Numa praia, perdido
Na maré cheia

Sem ti me sinto só,
Perdido no mundo
Como um navio afundado
No mar profundo

Sem ti minha vida
Não faz nenhum sentido
Vagueio pelo mundo,
Sinto-me perdido

Procuro minha luz,
Perdido na escuridão
Sigo apenas
As batidas do meu coração

Sei que me levam até ti
Ao encontro do meu amor
Guiado pela tua imagem
Guiado pelo teu calor

Tu és a estrela
Que me orienta na vida
Minha luz desapareceu,
Sem ti está perdida

Quando tu me faltas
É como nem respirar
Sinto-me sem vida,
Sinto-me sufocar

Este amor que me consome,
Meu peito queima, rebenta.
Porque cada instante que passa
Ele aumenta.

Não tem por onde sair.
Sai pelos olhos em lágrimas
Sai em palavras simples
Que vão formando estas páginas.

Palavras simples de quem
Nunca sentiu nada assim
Um amor correspondido
Tão longe, mas tão junto de mim


Meu sol, minha luz
Minha estrela Polar
Já és minha Noiva
Mas quero contigo casar


Amo-te Maria Aparecida, minha Cidamor.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cabeçadas

Quem nunca deu cabeçadas na vida?
Quem nunca bateu com a cabeça contra um muro, um poste, ou, pior ainda, contra a cabeça de outra pessoa?
E dói, oh se dói.
Então, se a outra pessoa for alguém a quem se ama, mas se ama mesmo verdadeiramente, não aquele amor que nos sai da boca, mas sim aquele que nos sai do coração, da alma, do peito, quando este quer estourar pela força do sentimento que lá existe, então sim, aí dói, mas dói de uma forma horrorosa, que nos atira para a valeta, para o pântano, para o Inferno.
Pois felizes dos que nunca deram cabeçadas destas.
Felizes ou infelizes, porque não conhecem a força, a intensidade, a grandeza de um amor verdadeiro.
Também não conhecem a dor, é certo, mas desconhecem o que se sente quando passa a dor, e o sentimento se sobrepõe a tudo o resto.
Nessa altura é o Céu.
Infelizmente dei uma cabeçada dessas, á bem poucas horas.
E doeu, oh, e como doeu!
Não só a mim, mas, o que é pior, à maravilhosa pessoa em quem eu dei a cabeçada.
Foi preciso muito carinho, muito amor, para que a dor se acalmasse.
Mas acalmou e tudo vai reentrar no seu caminho!
De novo o Sol brilha!
Não quero que me perdoes, porque o que eu fiz, não terá perdão.
Só quero que entendas porque o fiz, porque me deixei levar pelo desespero, pela dor, pelo medo de perder quem se quer bem.
Apesar de eu me ajoelhar a teus pés e erguer as mãos em prece, não me perdoes. Não mereço.
Mas mereço uma nova oportunidade, uma via de redenção, uma luz que ilumine meu caminho
E só tu me poderás mostrar essa Luz, meu amor, porque tu tens em ti a luz do Sol e das estrelas todas do firmamento.
Não me perdoes, eu te compreendo, mas tenta esquecer e iluminar meu caminho.
Meu ar.
Meu Sol.
Minha Vida.

Maria Aparecida


domingo, 22 de junho de 2014

BONECA DE FEIRA

Pum, pum pum
E o tiro cortou a fita
“Que queres meu menino, de prémio?”
“Aquela boneca bonita.”

E lá vai ele, contente
Com a boneca pelos pés
Mal para ela olhou.
Atirou-a ao ar, deu-lhe dois pontapés

A boneca foi cair
Junto de outro menino
Olhou-a e pensou…
Hum… uma prenda do destino

Pegou nela ao colo,
 E para casa a levou
Limpou-a, escovou-a,
Na sua cama a deitou

Com a boneca em seus braços
Depressa o sono o levou
Doces pensamentos teve
Doces coisas ele sonhou.

Um dia, dois, três
Com a boneca sonhou
Mas outras coisas o chamavam
Também dela se cansou

Então, um dia, com pena
Da boneca a deixou
Na beira da estrada
Até que alguém a levou

Uma senhora velhinha
De muito bom coração
Àquela boneca, que foi linda
Dedicou toda sua afeição.

Cuidou suas feridas,
Suas roupas suas mágoas
Tirou-lhe todas as nódoas
Lavou-a em várias águas

A boneca ganhou vida,
Qual Pinóquio de Gepeto.
Lindos olhos castanhos
Um lindo cabelo preto

 Aquela linda boneca
Ganhou corpo, ganhou alma
Transformou-se numa menina
Linda, bela e calma

Da sua vida tratava
Com carinho e devoção
À velhinha que a recolheu
Dedicou sua afeição.

Só não queria novo amor
Pois seu coração magoado,
Ficou empedernido
Por ter sido rejeitado

Muitos meninos a conheceram
Quiseram com ela ficar
Mas ela recusava-se
A alguém se entregar

A mágoa que lhe deixou
O ter sido desprezada
Deixou-lhe apenas o terror
De ser de novo maltratada

 E assim, de coração fechado
Sua vida continuou
Tão fechado que nem deu conta
Da mulher em que se transformou

De todos que a viam passar
Elogios ela ouvia
Mas não dava importância
Pois ela nenhum queria

Até que um dia de sol
Um pobre homem a viu
Com um olhar tão intenso
Que ela corou, e sorriu

E logo seu coração
Começou a derreter
Seu gelo. E, oh, milagre
Seu sangue a aquecer

Aquela troca de olhares
Entre os dois, bem intenso
Logo fez com que nascesse
Um amor imenso

 Deram as mãos um ao outro
Se tocaram, se beijaram
Amaram-se perdidamente
E juntos, para sempre ficaram

Aquela boneca de feira,
Tanto que foi desprezada,
É hoje uma linda mulher.
Muito feliz de tanto ser amada.