Tempestade
Olho pela janela.Lá fora a noite já caiu, e com ela veio a chuva, caindo copiosamente, tornando ainda mais triste este fim de tarde já de si cinzento.
O rufar da chuva no telhado de alumínio da marquise, faz com que o coração bata ao mesmo ritmo, apreensivo com coisas (mal) sucedidas.
Mas abro outra página do ficheiro virtual que tenho ao alcance das pontas dos dedos, e logo radiantes e felizes recordações abafam este momento de maior tristeza.
As imagens que de lá saem, são imagens plenas de sol de calor e de felicidade, unidas pelos sorrisos francos de pessoas que se amam.
A certeza dos sentimentos, alicerçados numa confiança mutua que dificilmente será abalada, apesar de inócuos, balofos e ocasionais ciumes que nos atormentam, ressalta mais forte a cada rajada da tempestade.
A certeza de que, a seguir a esta tempestade, virá de novo o Sol, trazendo com ele o (teu) calor, o (teu) brilho, a (nossa) felicidade, faz com que o presente e principalmente o futuro, sejam uma bela visão de comunhão de vidas.
E como que para confirmar este pensamento, este desejo, a Lua rompe entre duas negras nuvens, e inunda a janela com uma suave mas aconchegante e terna luz, que me faz lembrar o teu sorriso.
Ah, e até a copiosa chuva parou, sendo agora um vapor, um nevoeiro, que me faz lembrar a áurea que te rodeia quando bela, tentadora, qual Deusa que desceu à Terra, sais do teu banho.
Amo.te. Para sempre.

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