quarta-feira, 4 de junho de 2014

Despertar

A claridade do sol entrava pela persiana semiaberta.
Despertei lentamente do sono, abrindo devagar as pálpebras, pesadas pelo pouco tempo de descanso.
Olhei…
Lá estavas tu.
Cabeça repousada na almofada, submersa num sono profundo.
Os teus longos cabelos, negros como azeviche, emolduravam-te esse belo rosto.
Fiquei a olhar-te
Perdi-me na contemplação de um rosto que eu já conheço, mas que me encanta sempre.
Amo esse rosto.
Apesar de teus olhos estarem escondidos atrás das pálpebras, adivinhei-os castanhos, profundos, brilhantes como de noite estavam depois de falarmos de amor.
Tua boca entreaberta mostrava uns dentes lindos, brancos, brilhantes, e emprestava a teu rosto esse sorriso que, tu sabes, me seduz.
Poderia ficar a admirar a tua beleza, horas a fio, que encontraria sempre um motivo novo, uma nova descoberta, que me faria sentir mais feliz ainda, por ser amado por ti.
Amo esse rosto.
Amo essa mulher
Despertei-te, chamando por ti.
Despedi-me de ti, deixando-te dois beijos carregados de carinho e de ternura, pois o tempo já era escasso
Fechei a tampa do computador, interrompendo assim a nossa ligação virtual, mas tão real, tão presente como o nosso amor.

Amo-te Cida.

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