segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Dias de felicidade

O Sol queimava a pele.
Mas não era ele que nos incendiava, mas sim a proximidade de nossos corpos.
Tínhamos descoberto que afinal o que pensávamos que sentíamos era real, mas não era.
Afinal, o que sentíamos um pelo outro era muito mais.
Era algo que nunca eu poderia imaginar, e que me surpreendeu a mim próprio.
Era um sentimento avassalador, que nos drogava e nos fazia sentir, a cada gesto, em cada contacto de nossa pela, um fogo, uma paixão, um sublime amor que ambos procurávamos e que descobrimos um no outro.
Sentimos isso desde a primeira troca de olhares no aeroporto, quando eu olhei a multidão e te vi, timidamente escondida, escudada por quem te acompanhava.
Se os olhos são o espelho da alma, em nós foram o espelho de um amor eterno que nada poderá destruir.
 Senti-me tremer. De ânsia de te abraçar, emocionado pelo real conhecimento e pelo concretizar do sonho de sentir tua pele, teu cheiro, teu sabor.
E foi bom. Não, não foi, foi maravilhoso, foram sensações desconhecidas que me subiam do coração à consciência de finalmente te sentir.
Nosso primeiro beijo foi um despertar de sentidos adormecidos, recalcados tantas vezes, tantas noites passadas com um ecrã de permeio.
Depressa sentiste e retribuíste a batalha de nossos lábios e de nossas línguas, transmitindo o que as mãos iam descobrindo à medida que nos tocávamos.
Quando entramos no quarto do hotel, a timidez sobrepôs-se por momentos.
Mas logo os olhos, que não as bocas ocupadas em novos beijos, falaram mais alto e nos desnudamos na ânsia de nos realizarmos.
Maravilhoso corpo o teu, redescoberto em cada poro, em cada gemido prolongado pelas horas adentro.
Maravilhosa mulher!
Massajando com o sabonete, descobria de cada vez como se fosse a primeira, a voluptuosidade de sonhos até então intangíveis.
E o mar, esse maravilhoso mar!

E a Natureza, tantas vezes em estado virgem, que juntos descobrimos em passeios que nos levavam a paraísos, para nós intocados, onde o nosso amor explodia ao sabor das ondas mansas que nos banhavam os corpos.
Contigo tudo foi maravilhoso, belo, porque estávamos juntos.
Contigo vivi os mais belos dias da minha existência.
Contigo senti o mais forte, o mais imenso dos amores, o Zénite da felicidade.
Em ti, eu descobri o amor, reflectido nos teus olhos brilhantes, sentindo-me amado como nunca.
Em ti eu vi a mais maravilhosa das mulheres, e senti-me, como me sinto, o mais afortunado dos homens por ser o objecto desse amor.
Contigo conheci o que nunca pensei existir.
Contigo continuarei a descobrir o paraíso da existência, assim o tempo e a distância nos permitam.
Vivo, vivemos, da saudade dos dias passados, e da certeza que serão repetidos.
As lágrimas que vertemos, que tentamos esconder, não são de dor ou de mágoa, mas sim de saudade por horas, dias que ambos desejamos ardentemente se repitam, incessantemente, até à eternidade.
E iremos, sim, vive-las de novo, meu amor.
Prometo!



1 comentário:

  1. Amor muito linda! Você é um grande homem em tudo que faz é maravilhoso. Parabéns.

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