sábado, 3 de junho de 2017

DESESPERO

Chorava,
deitado no chão.
Despedaçado de novo
o seu coração

Tanta a alegria
de que gozou,
toda a felicidade
se esfumou

Reconheceu-se finalmente:
homem fraco, sem vontade.
Incapaz de lutar
pela felicidade.

Ou talvez sonhador!
Sonhos sem sentido.
Ela é uma Deusa
Ele apenas um bandido

Como se pode aspirar
A algo tão superior
Mas a verdade é que
lhe dedicou todo seu amor

Não via quem ele era.
Não se via ao espelho
Oh, pobre e rude ser
grosso, bacoco, velho.

Nada mereces!
Olha bem tua vida:
Uma existência
completamente perdida

Sonhaste alto de mais
Agora estás a cair
Fica de rastos, no chão
de onde nunca irás sair

És uma nulidade,
verme cheio de vícios!
Até o ar que respiras
é um desperdício.

Fecha a boca e os olhos
Talvez consigas sobreviver
Não aspires ao que
nunca conseguirás ter.

Morre, desfaz-te em pó.
Arde num violento lume
Talvez as tuas cinzas afinal,
sirvam para um reles estrume.

José Lameirinhas
03-06.2017






Sem comentários:

Enviar um comentário