DESESPERO
Chorava,
deitado no chão.
Despedaçado de novo
o seu coração
Tanta a alegria
de que gozou,
toda a felicidade
se esfumou
Reconheceu-se finalmente:
homem fraco, sem vontade.
Incapaz de lutar
pela felicidade.
Ou talvez sonhador!
Sonhos sem sentido.
Ela é uma Deusa
Ele apenas um bandido
Como se pode aspirar
A algo tão superior
Mas a verdade é que
lhe dedicou todo seu amor
Não via quem ele era.
Não se via ao espelho
Oh, pobre e rude ser
grosso, bacoco, velho.
Nada mereces!
Olha bem tua vida:
Uma existência
completamente perdida
Sonhaste alto de mais
Agora estás a cair
Fica de rastos, no chão
de onde nunca irás sair
És uma nulidade,
verme cheio de vícios!
Até o ar que respiras
é um desperdício.
Fecha a boca e os olhos
Talvez consigas sobreviver
Não aspires ao que
nunca conseguirás ter.
Morre, desfaz-te em pó.
Arde num violento lume
Talvez as tuas cinzas afinal,
sirvam para um reles estrume.
José Lameirinhas
03-06.2017
Chorava,
deitado no chão.
Despedaçado de novo
o seu coração
Tanta a alegria
de que gozou,
toda a felicidade
se esfumou
Reconheceu-se finalmente:
homem fraco, sem vontade.
Incapaz de lutar
pela felicidade.
Ou talvez sonhador!
Sonhos sem sentido.
Ela é uma Deusa
Ele apenas um bandido
Como se pode aspirar
A algo tão superior
Mas a verdade é que
lhe dedicou todo seu amor
Não via quem ele era.
Não se via ao espelho
Oh, pobre e rude ser
grosso, bacoco, velho.
Nada mereces!
Olha bem tua vida:
Uma existência
completamente perdida
Sonhaste alto de mais
Agora estás a cair
Fica de rastos, no chão
de onde nunca irás sair
És uma nulidade,
verme cheio de vícios!
Até o ar que respiras
é um desperdício.
Fecha a boca e os olhos
Talvez consigas sobreviver
Não aspires ao que
nunca conseguirás ter.
Morre, desfaz-te em pó.
Arde num violento lume
Talvez as tuas cinzas afinal,
sirvam para um reles estrume.
José Lameirinhas
03-06.2017
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