quinta-feira, 10 de julho de 2014

SONHO

A voz do Comandante
Despertou-me da letargia
Em que caí, pelo cansaço
Desse longo dia.

Chegamos a Maceió,
Senhores passageiros.
E eu disse para mim
Sim, chegamos inteiros.

Mais um solavanco,
Bater no firme chão.
Finalmente, chegou a hora,
Disse-me meu coração

A pressa de sair,
O espaço apertado
A pressa de te ter
Comigo, a meu lado

Sigo em passo ligeiro,
Nada em volta me interessa.
Venha minha mala.
Venha, tenho pressa

Chego á porta, hesito
Olhar sobre a multidão
Procuro-te. Encontro-te.
Oh, como bate o coração!


Começo a caminhar
Meus olhos postos em ti
Tu sentes, levantas a cabeça
Teu belo rosto sorri

Vens na minha direção.
No rosto um sorriso aberto
De quem tem a certeza
De ver o homem certo

Estendo os braços para ti
A mala no chão, esquecida
Finalmente te encontro
Minha paixão, minha vida

Mãos que se encontram
Olhares que se fitam
Corpos que tremem
Corações que gritam

Rostos que se acariciam
Bocas que se tocam
Lábios que se juntam
Línguas que se roçam

Corpos que se unem
Num apertado abraço
Tudo fica sem sentido
Gente, tempo e espaço


Apenas tu e eu
Perdidos no nosso mundo
Sentindo e dando a sentir
Este amor tão profundo.

Um minuto, hora ou dia?
Não sei não quero saber
Só sei desta minha ânsia
Da urgência de te ter.

Finalmente nos separamos
Corpos e desejos incendiados
Um novo e cúmplice sorriso
Saímos dali abraçados

Nosso rumo, nós sabemos
E não é simples ilusão
Vamos viver finalmente
A nossa enorme paixão.

Maria Aparecida





1 comentário:

  1. Fiquei absorta em vê tamanha inspiração! só um grande amor e grande desejo que pode chegar ao uma descrição tão forte e absoluta como está, estou maravilhada pelo poema em relato de um fato que ainda não realizado. Muito bem! parabéns meu amor, magnífico. Beijos.

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