Ouvi nas notícias, numa entrevista na Antena 1, o Sr. António de Sousa a falar sobre a crise que o nosso País vive, e as negras perspectivas que temos pela frente.
Aprendi muito com o que ele disse:
A solução passa por diminuir os salários dos trabalhadores.
Realmente nunca tinha pensado nisso....
Quer dizer que, para eu resolver os meus problemas financeiros, basta que reduza às despesas de casa, reduzindo à comida dos meus filhos, não gastar água nem electricidade, não lhes dar roupa, livros, todas as coisas que eles precisam para viver e aprender, frequentar a escola ( uma coisa que o Governo me obriga mas não me dá...), enfim, em vez de gastar o que é necessário, pois já nada de supérfluo se gasta em casa, reduzir até que eles não morram de fome... ou se calhar, deixar mesmo que morram, pois assim serão menos alguns pretendentes ao Subsídio de desemprego...
Bela solução, sim senhor.
E, já agora, seguindo o exemple dessse(s) Senhor(es), com o que eu poupo com esta forma de agir, já posso ter mais dinheiro para mim próprio, comprar um carrito de luxo, passar a ir, eu próprio, comer a restaurantes de luxo.
Porque não?
Afinal não são esses os exemplos que nos chegam de cima?
As soluções que esses senhores apontam, pois já não é o primeiro que diz essas "maravilhas", nunca passam pela diminuição dos seus ordenados nas Empresas (geralmente) Públicas, onde gerem de forma magistral os prejuízos que elas dão.
Talvez uma parte da solução passasse pela diminuição ou mesmo eliminação das várias principescas reformas que eles usufruem, só comparáveis aos ordenados de alguns dos melhores jogadores de futebol, pela diminuição de viaturas de luxo e respectivos motoristas que têm ao seu dispôr.
Uma outra ajuda para combater a crise, fosse diminuir os salários dos políticos, dos deputados...
Não sei, quem sou eu para dizer algo sobre este assunto?
Os Senhores Doutores é que sabem destas coisas.
Realmente, deve ser a melhor solução, essa de fazer com que a classe trabalhadora, vulgo Povo, passe mais fome, para que outros, e que são muitos, continuem a viver como nababos.
Ah, que saudades..
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