BOA TARDE
Tarde de domingo, por casa a descansar.Depois de uma viagem à minha aldeia, Santo Amaro, em que trabalhei como um negro, o melhor seria mesmo fica por aqui, a descansar.
Esta é a minha aldeia natal, Santo Amaro, Vila Nova de Foz-Côa.
Trato lá algumas videiras, oliveiras e amendoeiras, que me dão muito mais trabalho que rendimento, ahahah.
Estão nuns terrenos que meus pais compraram, e que são nossos; de minha mãe, irmã e meus.
Mas dá-me muito prazer estar naquele sossego, ouvir o silencio e sentir a natureza.
Aspecto parcial da minha vinha, intercalada aqui e ali por outras árvores de maior porte.
Terminei a poda das videiras, trabalho que teria que ser feito até final de Março.
Minha primeira intenção, era de ir na sexta e voltar hoje, domingo, ao principio da tarde, como habitualmente; teria tempo de terminar o serviço nas calmas, sem grande esforço.
Mas, no sábado de manhã, uma saudade imensa de meus filhos me assolou.
Senti que precisava deles, e eles de mim.
Assim, no sábado, começamos, eu e meu cunhado, o trabalho bem cedo pela manhã, e só terminamos no final da tarde, já perto das 19:30. Mas fizemos tudo que tínhamos planeado, e assim, mal cheguei a casa, mudei de roupa e fiz-me à estrada de regresso a casa.
Foi uma bela surpresa que fiz a meus filhos, bem atestada pela recepção que tive, e pelo abraço partilhado entre nós.
Nesta altura de nossas vidas, é muito difícil ficarmos separados mais que as horas estritamente necessárias ao cumprimento de nossas obrigações.
É bom estarmos em casa, no meio de quem nos quer bem.
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